VIII MOSTRA SURURU DE CINEMA ALAGOANO – 2017

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Apresentação

 

A Mostra Sururu?
Ela está viva e resiste!

Acabou a espera, a janela do cinema alagoano abre convocatória para sua VIII Edição, que acontece entre os dias 19 e 22 de outubro, no Centro Cultural Arte Pajuçara. Conheça o regulamento e envie seu filme. As inscrições permanecem abertas até o dia 25 de setembro.

Criada em 2009, a Mostra Sururu de Cinema Alagoano vem desempenhando um papel cada vez mais relevante para o Estado. Principal janela para os curtas-metragens locais, no decorrer dos anos o evento contribuiu de maneira significativa para o crescimento do setor, estimulando, entre outras ações, o surgimento de novas produções, a consolidação do trabalho de profissionais iniciantes, o diálogo entre integrantes da cadeia produtiva do audiovisual e a construção de um panorama do cinema alagoano contemporâneo.

Ao lado da realização de diálogos entre os integrantes do setor; de editais de fomento à produção audiovisual; de capacitações profissionais na área – a exemplo de cursos promovidos pelo SESC Alagoas e pelo Núcleo de Produção Digital de Maceió (NPD-AL); de produções analíticas e críticas de conteúdo sobre cinema em Alagoas; da atuação de espaços de formação de público – como cineclubes e o Cine Arte Pajuçara (antigo Cine Sesi); a Mostra Sururu se configura como uma das iniciativas que compõem a base que contribui para o atual momento de ebulição no audiovisual do Estado.

Historicamente, o cinema alagoano viveu alguns momentos de efervescência, como os que aconteceram na década de 1970 durante o festival de Penedo, e longos períodos de marasmo. Todavia, ao se analisar os últimos dez anos, é possível constatar ‘um fôlego diferente’, como bem identifica a cineclubista e realizadora Lis Paim no artigo Sobre Alagoas, Cinema, Terra e Água, publicado na 14ª edição do Filmologia, em www.filmologia.com.br*. Esse fôlego une vontades e ações de realizar, pensar, compartilhar, acessar, movimentar, assistir, difundir, refletir, refletir-se, e mais um tanto de infinitivos transformadores próprios do cinema até então dispersos e isolados, enfraquecidos em inconstâncias. Por essa fertilidade ativa que o cinema instaura, inclusive por seus resultados humanos, culturais e sociais, essa respiração merece e precisa de uma atmosfera agradável, que junte pessoas e instituições que acreditem e invistam nesse ânimo coletivo.

Se em 2013, passava de 40 o número de produções selecionadas para festivais no Brasil e no exterior com mais de 20 prêmios conquistados – o dobro do  número alcançado em 2012 – nos últimos 3 anos o cinema alagoano foi fortificado através de ações como os editais de fomento e as políticas de regionalização da Ancine. Com isso, os nossos filmes alcançam espaços de destaque na esfera nacional e também consolidam o cinema realizado em Alagoas.

O surgimento do Fórum do Audiovisual Alagoano, criado em 2015 durante a própria Mostra Sururu – com a intenção de aglomerar as pessoas que atuam no setor Audiovisual e deliberar proposta para a construção do cinema local – vem para completar esse ciclo.

Toda essa repercussão evidencia não só uma evolução da qualidade técnica e artística dos trabalhos, como também ilumina virtudes; colabora para uma autoestima local mais positiva e favorável a um reconhecimento mais carinhoso de si ; ajuda na atualização de necessidades e caminhos para que o desenvolvimento do setor não cesse; demonstra o quão o cinema é um transporte afetuoso de nossas histórias, paisagens e personagens para além de divisas e do tempo presente.

 

 

 

ago 25, 2017 | Posted by | Comentários desativados
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